Decifra-me, tempo impreciso
Contenha-me, profundas dúvidas
Neste corpo, trago marcas da vida
Não códigos, números ou hieróglifos
Decifráveis em frente aos mortais
Trago marcas de uma vida
Entre a pele, algo guardado
Passos curtos, hoje não tenho pressa
Na porta, alguém convida-me à lápide
(continuar)
"Deixo meus versos aos teus pensamentos/ Não tema, pois neles nunca vou estar..." MD
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Não me cante nos seus versos
Nem no subscrito de suas entrelinhas
Suas palavras ecoarão pela noite a me procurar
Enquanto eu ,surdamente repousarei
No sono vago de meu leito…
Leve-me na lembrança que guardas de vida
De quando puder dar-te tempos de amor
Enquanto o universo se resumia em dois astros
Hoje seus versos estarão livres
Livre para render-se ao mundo da poesia
Nem no subscrito de suas entrelinhas
Suas palavras ecoarão pela noite a me procurar
Enquanto eu ,surdamente repousarei
No sono vago de meu leito…
Leve-me na lembrança que guardas de vida
De quando puder dar-te tempos de amor
Enquanto o universo se resumia em dois astros
Hoje seus versos estarão livres
Livre para render-se ao mundo da poesia
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Arrancaram os corações de todos os poetas
Atiraram suas mãos calejadas ao mar
Dos seus olhos, fizeram balas
E puseram para no mundo atirar
Como posso trezer-lhes, nobre poetas?
Quem sabe a voz do vento possa me dizer…
Quem sabe gotas de chuva irão me escrever…
O tempo flui, tão absorto desta realidade
Obra poética, igualada ao nada
De magnitude pura, porém desprezada
Fiel, mantenho-me fiel aos corações
Poetarei, ainda que as horas morram
Declamarei, ainda que cortem-me a garganta
E amarei, ainda que tudo inexista
Atiraram suas mãos calejadas ao mar
Dos seus olhos, fizeram balas
E puseram para no mundo atirar
Como posso trezer-lhes, nobre poetas?
Quem sabe a voz do vento possa me dizer…
Quem sabe gotas de chuva irão me escrever…
O tempo flui, tão absorto desta realidade
Obra poética, igualada ao nada
De magnitude pura, porém desprezada
Fiel, mantenho-me fiel aos corações
Poetarei, ainda que as horas morram
Declamarei, ainda que cortem-me a garganta
E amarei, ainda que tudo inexista
sábado, 30 de outubro de 2010
Tenho dois olhos estranhos
Chamem-os de tortos ou caolhos
Tenho olhos para olhar os opostos
Um olho marca o ocidente
O outro percorre pelo oriente
Em minha testa linhas de giz
Marcas divididas geograficamente
Meus dois olhos vivem sozinhos
Não precisam do meu cérebro para controlá-los
Um acorda para o dia escaldante
O outro mergulha na noite enebriante
Meus olhos, pobres e repugnantes.
Independentes e presos ao meu rosto
Talvez um par de lentes possa domá-los
E fazer-lhes percorrer uma só visão
Sei que meus olhos são únicos e estranhos
Que poderiam chamar a atenção
Mas o mundo me goza, me aponta
Vou guiá-los como cavalos
Sempre em frente com tampões ao lado
E com lentes encaixá-los nas retinas
Chamem-os de tortos ou caolhos
Tenho olhos para olhar os opostos
Um olho marca o ocidente
O outro percorre pelo oriente
Em minha testa linhas de giz
Marcas divididas geograficamente
Meus dois olhos vivem sozinhos
Não precisam do meu cérebro para controlá-los
Um acorda para o dia escaldante
O outro mergulha na noite enebriante
Meus olhos, pobres e repugnantes.
Independentes e presos ao meu rosto
Talvez um par de lentes possa domá-los
E fazer-lhes percorrer uma só visão
Sei que meus olhos são únicos e estranhos
Que poderiam chamar a atenção
Mas o mundo me goza, me aponta
Vou guiá-los como cavalos
Sempre em frente com tampões ao lado
E com lentes encaixá-los nas retinas
Pura ilusão
Deixo meus versos aos teus pensamentos
Não tema, pois neles nunca vou estar
Sigo em transe por entrelinhas
Nunca em razão por alguma questão
Sou filha das palavras, verbos por criação
Ausente de alma, pura ilusão
Esqueça-me ao ler estas frases
Tão imperfeitas de meus pensamentos
Teoremas, paradóxos e absurdos
Poetar é anestesiar a razão
Ausente de alma, pura ilusão
Transceda aos limites da tua loucura
Ao acreditar que lestes a tua vida
Nestas linhas criadas por outro alguém
Pela noite, em solidão, sensação
Ausente de alma, pura ilusão
Não tema, pois neles nunca vou estar
Sigo em transe por entrelinhas
Nunca em razão por alguma questão
Sou filha das palavras, verbos por criação
Ausente de alma, pura ilusão
Esqueça-me ao ler estas frases
Tão imperfeitas de meus pensamentos
Teoremas, paradóxos e absurdos
Poetar é anestesiar a razão
Ausente de alma, pura ilusão
Transceda aos limites da tua loucura
Ao acreditar que lestes a tua vida
Nestas linhas criadas por outro alguém
Pela noite, em solidão, sensação
Ausente de alma, pura ilusão
filosofia ateísta
Não quero pensar em um ser celeste
Pois nada há no céu além de núvens
Não amarei um deus de pedra no altar
Condenado as vozes da escuridão
Templos de ouro cairão ao abismo
Teus tesouros comidos pelas feras
E suas crianças ao delírio da luxúria
Não amarei o braço preso a esta cruz
Que decora quartos e putas de bordeis
Rosário, esta mãe , falsa descarnada
Todos atiram-me pedras insignificantes
Criticam-me ao passar das horas, mas saibam
Não morrerei em frente ao meu profano
Minha crença é o surreal
Meu deus a própria arte
Contida na literatura arcaíca de filósofos
Caminhos proféticos da própria razão
Profano, profundo, prossigo na mesma ilusão
Pois nada há no céu além de núvens
Não amarei um deus de pedra no altar
Condenado as vozes da escuridão
Templos de ouro cairão ao abismo
Teus tesouros comidos pelas feras
E suas crianças ao delírio da luxúria
Não amarei o braço preso a esta cruz
Que decora quartos e putas de bordeis
Rosário, esta mãe , falsa descarnada
Todos atiram-me pedras insignificantes
Criticam-me ao passar das horas, mas saibam
Não morrerei em frente ao meu profano
Minha crença é o surreal
Meu deus a própria arte
Contida na literatura arcaíca de filósofos
Caminhos proféticos da própria razão
Profano, profundo, prossigo na mesma ilusão
luzes da cidade
Vejo as luzes a passar pela cidade
Ofuscam, são raios a me flechar
Esta cidade, minhas falsas verdades
Palavras não vão me cegar
Vejo passar, como passam sonhos
Sempre a sumir, como somem desejos
Não basta fingir ser tão risonho
Não quero lembrar
Me vejo a guiar alguém que já não conheço
Nada me importa, o tempo não é meu
Pois tudo passa e eu sempre esqueço
É fácil fingir, ou dizer que morreu
Não vou mais chorar
Eu peço um tempo, uma vida talvez
No clepsidra me banhar, afogar
Vou retornar e viver tudo outra vez
Sempre a me guiar
Ofuscam, são raios a me flechar
Esta cidade, minhas falsas verdades
Palavras não vão me cegar
Vejo passar, como passam sonhos
Sempre a sumir, como somem desejos
Não basta fingir ser tão risonho
Não quero lembrar
Me vejo a guiar alguém que já não conheço
Nada me importa, o tempo não é meu
Pois tudo passa e eu sempre esqueço
É fácil fingir, ou dizer que morreu
Não vou mais chorar
Eu peço um tempo, uma vida talvez
No clepsidra me banhar, afogar
Vou retornar e viver tudo outra vez
Sempre a me guiar
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Gozarei de prazer ao ver a aurora deste dia
Imaginada na paisagem pincelada deste quadro
Mostrarei a maçã ao mundo arcaico
Colhida no jardim fétido de pecados mundanos
Envolvo-me nas horas deleitosas
Sentindo o gozo da luxúria a envolver-me
Neste leito, espero corpos ao meu encontro
Envolvida pela noite, hoje me faço devassa
Mas amanhã de nada mais saberei…
Banhar-me-ei, então, das lágrimas de minha mãe
Piedade, pois morrerei pela manhã a cada dia
Quando sinto que o tempo esqueceu-me
Enebriada fico ao som desta melodia tão ausente
Retiro-me agora para uma ilha interna
A espera do resgate de minha lma
Ou apenas um sonho surreal que me leve ao paraíso
Imaginada na paisagem pincelada deste quadro
Mostrarei a maçã ao mundo arcaico
Colhida no jardim fétido de pecados mundanos
Envolvo-me nas horas deleitosas
Sentindo o gozo da luxúria a envolver-me
Neste leito, espero corpos ao meu encontro
Envolvida pela noite, hoje me faço devassa
Mas amanhã de nada mais saberei…
Banhar-me-ei, então, das lágrimas de minha mãe
Piedade, pois morrerei pela manhã a cada dia
Quando sinto que o tempo esqueceu-me
Enebriada fico ao som desta melodia tão ausente
Retiro-me agora para uma ilha interna
A espera do resgate de minha lma
Ou apenas um sonho surreal que me leve ao paraíso
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Hão de haver relíquias, mas não como tu
Tu, que por objeto transfigurou-me
Tu, que açoitou o mais íntimo das minhas noites
Tu, que atira minha razão aos moinhos de vento
Quero-te por mais que tudo
Viver em teu contexto a essência da arte
Não o surrealismo dos sonhos
Não o dadaísmo do nada
Mas esta que brota da terra
A verdadeira arte banhada em mim
Tu, que por objeto transfigurou-me
Tu, que açoitou o mais íntimo das minhas noites
Tu, que atira minha razão aos moinhos de vento
Quero-te por mais que tudo
Viver em teu contexto a essência da arte
Não o surrealismo dos sonhos
Não o dadaísmo do nada
Mas esta que brota da terra
A verdadeira arte banhada em mim
sábado, 14 de agosto de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Há um silêncio macabro no ar
Cortando o som do quarto estranho
O ambiente áspero me contrai ao nada
Sonolenta fico aos pesadelos mundanos
Contraindo-me aos lençois que servem de mortalhas
Sangro a melodia dos mortos enfurecidos
Dessas notas mortas que saem do rádio
Apago no instante que não me lembro
Envolvida no que me resta dessa noite
...
(continuar)
Cortando o som do quarto estranho
O ambiente áspero me contrai ao nada
Sonolenta fico aos pesadelos mundanos
Contraindo-me aos lençois que servem de mortalhas
Sangro a melodia dos mortos enfurecidos
Dessas notas mortas que saem do rádio
Apago no instante que não me lembro
Envolvida no que me resta dessa noite
...
(continuar)
Aos olhos com carinho
Verde, a palavras que transborda
Tanto quanto verdes meu querer
Tanto quanto a cor da tua hora
Que na sinestesia de minhas palavras
Envolvo o mundo no tempo de agora
Nas horas de outrora que em ti passei
Casualmente causei o que inda há
O afeto dos tempos estranhos que não tenho
Quero teus versos simples expostos a minha sorte
Nem todos que há veêm, são companheiros
Mas na tua carne se faz presente o que és
O que és do que ainda não foi para mim
Melodiosamente a música rítmica de você
Tanto quanto verdes meu querer
Tanto quanto a cor da tua hora
Que na sinestesia de minhas palavras
Envolvo o mundo no tempo de agora
Nas horas de outrora que em ti passei
Casualmente causei o que inda há
O afeto dos tempos estranhos que não tenho
Quero teus versos simples expostos a minha sorte
Nem todos que há veêm, são companheiros
Mas na tua carne se faz presente o que és
O que és do que ainda não foi para mim
Melodiosamente a música rítmica de você
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Nunca lhe apareci de branco
Deixastes casa que te acalenta pequenina
Doce melodia da tua vida de menina
Dias antigos, a estrada te leva embora
Viver já não se conjuga como antes
Vive é se entregar a castidade santa
Para a eternidade vestida de branco
Sofres por amor,mas apenas te julgam
Como a víbora estranhas entre as ovelhas
Finges dentro da tua falsa liberdade
Entre os livros proibidos de poetas calorosos
Mas tuas cartas….essas lágrimas de ouro
Quase sempre esperadas, quase sempre rejeitadas
E tu sempre observada…
O amor que ao longe deixastes, nunca houve
Os dias passaram a trazer-te de volta
Esta mulher a guardar o amor de menina
Sempre desconhecida, desprezada ou cobiçada
Traduzida em letras pelos cantos
De volta para o último adeus
Dessas dores das horas que te levam embora
Guardando um último verso no teu sorriso
Doce melodia da tua vida de menina
Dias antigos, a estrada te leva embora
Viver já não se conjuga como antes
Vive é se entregar a castidade santa
Para a eternidade vestida de branco
Sofres por amor,mas apenas te julgam
Como a víbora estranhas entre as ovelhas
Finges dentro da tua falsa liberdade
Entre os livros proibidos de poetas calorosos
Mas tuas cartas….essas lágrimas de ouro
Quase sempre esperadas, quase sempre rejeitadas
E tu sempre observada…
O amor que ao longe deixastes, nunca houve
Os dias passaram a trazer-te de volta
Esta mulher a guardar o amor de menina
Sempre desconhecida, desprezada ou cobiçada
Traduzida em letras pelos cantos
De volta para o último adeus
Dessas dores das horas que te levam embora
Guardando um último verso no teu sorriso
Uma casa na escuridão
Uma casa, um lugar para se viver
Uma casa,talvez uma metáfora
Um espaço habitador por corpos e mentes
Transeuntes felinos cochilam nos carpetes surrados
Paredes corroídas, tempo que floresce
Murmúrios entre as sombras das montanhas…
Mas há um dia…
Eles chegam um dia a levar-te
Condenam-te eternamente a prisão do poço
Afundam tua casa na escuridão
Tua solidão é acompanhada por corpos mortos
Quem há não te enxerga, quem te enxerga já não há
E o amor que parecia ter te sobrado
Descansa ao longe em lápide desconhecida
O tempo não foi teu companheiro, te fez viver
Nesta casa na escuridão, hoje vazia
Somente teu corpo aleijado a apodrecer
Solitário lentamente a morrer
Uma casa,talvez uma metáfora
Um espaço habitador por corpos e mentes
Transeuntes felinos cochilam nos carpetes surrados
Paredes corroídas, tempo que floresce
Murmúrios entre as sombras das montanhas…
Mas há um dia…
Eles chegam um dia a levar-te
Condenam-te eternamente a prisão do poço
Afundam tua casa na escuridão
Tua solidão é acompanhada por corpos mortos
Quem há não te enxerga, quem te enxerga já não há
E o amor que parecia ter te sobrado
Descansa ao longe em lápide desconhecida
O tempo não foi teu companheiro, te fez viver
Nesta casa na escuridão, hoje vazia
Somente teu corpo aleijado a apodrecer
Solitário lentamente a morrer
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Jardins suspensos
Jardins são cores vivas com um coração
Flores e cores acordadas pela manhã
Jardins regados a mel pelas abelhas cintilantes
Flores incandescentes a espalhar o, porém.
Pássaros bebem deste néctar inebriante
O ar desvanecido, úmido a molhar o lugar.
Meus jardins suspensos não são os da Babilônia
Talvez sejam os jardins de o meu pensar
Tão suspensos aos meus delírios
Talvez sejam os jardim de o último andar
De onde me atiro para a doce fuga da vida
Mas, ainda que teus sorrisos me comovam.
Sempre habitarei os meus jardins suspensos
sábado, 24 de abril de 2010
O mundo como Vontade e representação
Tenho minhas vontades em vão
O mundo, total representação.
Descobrir meu corpo tomado por cordas
Sou controlada feito marionete
O mundo me espia, leis são invisíveis
Qual será o caminho para a felicidade?
Ou será a felicidade o caminho para tudo?
Talvez seja ela como um cometa
Que brilha, clareia, e some no infinito presente...
O mundo, total representação.
Descobrir meu corpo tomado por cordas
Sou controlada feito marionete
O mundo me espia, leis são invisíveis
Qual será o caminho para a felicidade?
Ou será a felicidade o caminho para tudo?
Talvez seja ela como um cometa
Que brilha, clareia, e some no infinito presente...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Habito a essência da existência
Negando a dança corrida do viver
Contemplo pedras que parecem morrer
E o tempo é meu único companheiro
Tão absorto de mim...
Absorvo imagens tênues
Elas fogem, mas fixam-se nas retinas
Meu alimento são palavras
Que inevitavelmente regurgito pelo ar
Em mil versos e gritos mudos
Sou um ser sentimental
Capto o som do alaúde pelo vento
São partituras caídas na calçada
Traço linhas sem coordenação
Que rasgam tantas bocas alegres
Nelas suponho meu instante
E só nele, neste instante
Minha loucura parece ter razão
Negando a dança corrida do viver
Contemplo pedras que parecem morrer
E o tempo é meu único companheiro
Tão absorto de mim...
Absorvo imagens tênues
Elas fogem, mas fixam-se nas retinas
Meu alimento são palavras
Que inevitavelmente regurgito pelo ar
Em mil versos e gritos mudos
Sou um ser sentimental
Capto o som do alaúde pelo vento
São partituras caídas na calçada
Traço linhas sem coordenação
Que rasgam tantas bocas alegres
Nelas suponho meu instante
E só nele, neste instante
Minha loucura parece ter razão
Horas passam ao balançar de pêndulos
Atirando-me ponteiros como flechas
Sinto-me devota, mas vivo o profano
O tempo me condena a cegueira
O corpo pede calor, a boca pede sabor
Intransponível tempo, tudo em vão
Fantasias que pularam os carnavais
Caem no chão com marcas de sangue
Representações de um lugar passado
Dessa mente sacrificada, ignorada
Descubro a liberdade ser um sonho
Estranhamente vejo meus passos
A sós, seguem uma trilha predestinada
Tenho platéia e risos sarcásticos
Planos desmoronam, idéias erguem-se
Talvez eu viva em um livro
Cercada por letras e paradoxos
Com uma conclusão não definida
Mas um fim já predestinado
Atirando-me ponteiros como flechas
Sinto-me devota, mas vivo o profano
O tempo me condena a cegueira
O corpo pede calor, a boca pede sabor
Intransponível tempo, tudo em vão
Fantasias que pularam os carnavais
Caem no chão com marcas de sangue
Representações de um lugar passado
Dessa mente sacrificada, ignorada
Descubro a liberdade ser um sonho
Estranhamente vejo meus passos
A sós, seguem uma trilha predestinada
Tenho platéia e risos sarcásticos
Planos desmoronam, idéias erguem-se
Talvez eu viva em um livro
Cercada por letras e paradoxos
Com uma conclusão não definida
Mas um fim já predestinado
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