Sinto incomodá-los meus nobres fantasmas
Mas nesta noite vagarei além dos seus passos
Um soluço contrai a voz e a retina ofuscou-se
A noite está fria
O calor ferve os corpos entrelaçados
A mim restam apenas lamentos e desenganos
O vazio e a loucura literária
Tento dar um gole no café
Mas o vejo tão frio quanto meu corpo
E tão negro quanto a minha alma
Então o repudio
O invejo repentinamente
Em toda sua límpida forma de morbidez.
"Deixo meus versos aos teus pensamentos/ Não tema, pois neles nunca vou estar..." MD
terça-feira, 24 de julho de 2012
Novo blog: ITINERÁRIO INTERNO
Um pouco mais sobre mim além da minha poesia...
Este é meu 3° blog, ele chama-se:
ITINERÁRIO INTERNO
Link: http://itinerariointerno.blogspot.com.br/
Agora estou completamente livre para tratar sobre artes, música, reflexões literária, etc.
Este é meu 3° blog, ele chama-se:
ITINERÁRIO INTERNO
Link: http://itinerariointerno.blogspot.com.br/
Agora estou completamente livre para tratar sobre artes, música, reflexões literária, etc.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Aos senhores que perdem um pouco de sua vida lendo minhas postagens fúnebres e melancólicas...Meus poemas para suicídio.
Estive lendo os poemas para uma seleção de um concurso que irei participar e me decepcionei comigo mesma...
Há graves erros ortográficos, sinto-me uma ridícula...
Estarei consertando em breve, porém estou com um problema na postagens, não consigo publicar em formato de versos, tudo está saindo em formato de prosa...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Cai a chuva e com ela minha agonia
É noite, e por ela vagam todos os desesperados
Mergulhado no caos, torpor premeditado
O céu é trevas, amontoado de fumaça
Noite chuvosa, lamento meus desenganos
Na calma da noite cada um recolhe-se ao seu leito, pensam na vida e a ela dão todos os seus dias, não para vivê-la, mas para preenchê-la.
Vejo um menino que estuda,
Vejo um idoso e sua vitrola
Alguém bebe ao relento
Corpos vendem-se nas sombras
Passam cães e com eles a marca da evolução
A história guardada e mostrada apenas no caninos
Vagam sorrateiros a marcar calçadas
Vivem livremente a uivar para a lua
Enquanto eu
Sozinha...
Escrevo curtos versos melancólicos
É noite, e por ela vagam todos os desesperados
Mergulhado no caos, torpor premeditado
O céu é trevas, amontoado de fumaça
Noite chuvosa, lamento meus desenganos
Na calma da noite cada um recolhe-se ao seu leito, pensam na vida e a ela dão todos os seus dias, não para vivê-la, mas para preenchê-la.
Vejo um menino que estuda,
Vejo um idoso e sua vitrola
Alguém bebe ao relento
Corpos vendem-se nas sombras
Passam cães e com eles a marca da evolução
A história guardada e mostrada apenas no caninos
Vagam sorrateiros a marcar calçadas
Vivem livremente a uivar para a lua
Enquanto eu
Sozinha...
Escrevo curtos versos melancólicos
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Colorido cadáveres engavetados
Jazem fúnebres guardados
Enquanto lá fora, o vento pincela a paisagem
Cobrindo o saudosismo, eterna miragem
Um dia cantaram, voaram
De galho em galho a espalhar o guiso
E no rosto mais triste, fez-se abrir um riso
Neste frio elétrico
Repousam mórbidos em horizontal posição
E onde haviam órgãos, hoje há algodão
Esperanças humanas interrompem a evolução
Correm atrás do que lhes dará prazer
Pois em baixo da terra, ninguém haverá de temer.
Jazem fúnebres guardados
Enquanto lá fora, o vento pincela a paisagem
Cobrindo o saudosismo, eterna miragem
Um dia cantaram, voaram
De galho em galho a espalhar o guiso
E no rosto mais triste, fez-se abrir um riso
Neste frio elétrico
Repousam mórbidos em horizontal posição
E onde haviam órgãos, hoje há algodão
Esperanças humanas interrompem a evolução
Correm atrás do que lhes dará prazer
Pois em baixo da terra, ninguém haverá de temer.
Estou doente
Doente em frente aos danos do mundo
Talvez a minha cura seja um processo inverso
Onde a morbidez me fará caminha feliz
Sinto que há algo errado
Tenho a vista muito clara
Sinto um nó na garganta a cada esquina
Sinto um temor do dia que está por vir
E na calada da noite
Meus únicos companheiros escondem-se entre letras
De uma mitologia até hoje não descoberta
Vejo a saúde andar solta pela rua
Em corpos vagantes
Que servem apena para formar sombras
Inertes de sua real condição
Tomarei a pílula da ignorância
Para ajudar a engoli-la, beberei um gole de descaso
Talvez uma dose de sarcasmo também seja válida...
E o cobertor da burrice esconda-me do mundo
Tampando o cheiro da carnificina que evapora das ruas
Talvez esta doença faça algum sentido
Talvez nenhum médico venha a diagnostica-la
Talvez em convenções internacionais
Eu encontre outros enfermos
Mas que de tão rara, talvez nem existam.
Doente em frente aos danos do mundo
Talvez a minha cura seja um processo inverso
Onde a morbidez me fará caminha feliz
Sinto que há algo errado
Tenho a vista muito clara
Sinto um nó na garganta a cada esquina
Sinto um temor do dia que está por vir
E na calada da noite
Meus únicos companheiros escondem-se entre letras
De uma mitologia até hoje não descoberta
Vejo a saúde andar solta pela rua
Em corpos vagantes
Que servem apena para formar sombras
Inertes de sua real condição
Tomarei a pílula da ignorância
Para ajudar a engoli-la, beberei um gole de descaso
Talvez uma dose de sarcasmo também seja válida...
E o cobertor da burrice esconda-me do mundo
Tampando o cheiro da carnificina que evapora das ruas
Talvez esta doença faça algum sentido
Talvez nenhum médico venha a diagnostica-la
Talvez em convenções internacionais
Eu encontre outros enfermos
Mas que de tão rara, talvez nem existam.
Adestramento Humano
É agora, vamos lá animais, tragam seus açoites.
Guias, enforcadores, suas armas pneumáticas...
Neste batalhão vamos juntos pela mesma causa
Venham prisioneiros, eis que convoco-os
“I want you” neste exército das patas
A servidão é extrema
A exploração é suprema
Uivar já não adianta mais
Venham...
Neste mundo a praga é o Homo sapiens
Infestam cidades, países, continentes
Espalham sua doença fatal
A ignorância!
Sobreviveram a evolução com seus cérebros gigantes
Cabeças ocupadas pelo vazio
Moais ambulantes de frente para o sol
Eterno enigma...
Convoco-os animais
Tragam a revolta, o martírio de suas dores
Garras não destroem armas
Mugidos não calam bombas
Em terras devastadas nem voar adianta mais
Descobri a solução
A cura para a febre
Em frente pelo adestramento humano
Ensina-los a sentar
Neste mármore que ferve
A deitar
Na sarjeta coberta de lodo
A correr
Da crueldade das ruas
A dançar
A música do desespero
A fingir de morto
A espera de que seja a melhor saída
(terminar)
É agora, vamos lá animais, tragam seus açoites.
Guias, enforcadores, suas armas pneumáticas...
Neste batalhão vamos juntos pela mesma causa
Venham prisioneiros, eis que convoco-os
“I want you” neste exército das patas
A servidão é extrema
A exploração é suprema
Uivar já não adianta mais
Venham...
Neste mundo a praga é o Homo sapiens
Infestam cidades, países, continentes
Espalham sua doença fatal
A ignorância!
Sobreviveram a evolução com seus cérebros gigantes
Cabeças ocupadas pelo vazio
Moais ambulantes de frente para o sol
Eterno enigma...
Convoco-os animais
Tragam a revolta, o martírio de suas dores
Garras não destroem armas
Mugidos não calam bombas
Em terras devastadas nem voar adianta mais
Descobri a solução
A cura para a febre
Em frente pelo adestramento humano
Ensina-los a sentar
Neste mármore que ferve
A deitar
Na sarjeta coberta de lodo
A correr
Da crueldade das ruas
A dançar
A música do desespero
A fingir de morto
A espera de que seja a melhor saída
(terminar)
A cada hora que passa sopra o vento
Brisa leve que espalha o pó
Jaz nesse pó minha alma doentia
Levada pelo vento há de repousar em algum lugar
Partira para longe de mim...
Hoje sou um corpo rente a terra
Adormeço em um leito que já não reconheço
Olho em volta e a formas se contraem
Alucinação, surrealismo...Idealismo
Sou aquilo que nunca conhecerás
Um templo abandonado entregue a corrosão
Que alguém um dia descobrirá
Um arqueólogo dos sonhos desfrutará de um passado
De meus lamentos criará sua relíquias
Mas o que estes olhos viram serão segredos
Perdido no tempo nada restará
Serei rocha, contemplarei Medusa
Nem Hermes levará minhas mensagens
Presa em um momento no tempo
Já não tenho como fugir
Talvez esta seja minha sorte
Esta amargura, minha única companhia...
Brisa leve que espalha o pó
Jaz nesse pó minha alma doentia
Levada pelo vento há de repousar em algum lugar
Partira para longe de mim...
Hoje sou um corpo rente a terra
Adormeço em um leito que já não reconheço
Olho em volta e a formas se contraem
Alucinação, surrealismo...Idealismo
Sou aquilo que nunca conhecerás
Um templo abandonado entregue a corrosão
Que alguém um dia descobrirá
Um arqueólogo dos sonhos desfrutará de um passado
De meus lamentos criará sua relíquias
Mas o que estes olhos viram serão segredos
Perdido no tempo nada restará
Serei rocha, contemplarei Medusa
Nem Hermes levará minhas mensagens
Presa em um momento no tempo
Já não tenho como fugir
Talvez esta seja minha sorte
Esta amargura, minha única companhia...
A esquizofrenia ronda as ruas
Vozes obscuras em nossas cabeças apontam o que fazer
A mídia a ludibriar dia após dia...
Louca multidão a se jogar pelas ruas
Por livre e espontânea vontade seguem para o grande manicômio
O comércio e sua lavagem cerebral
Partem corpos para a dança dos desesperados
Vagam absortos de sua real condição
Desertos tomam conta das ruas desta cidade
Vejo dunas levantarem-se como levantam colossos
O vento sopra, faz e desfaz
Vagueio inerte em minha alucinação
Solução?
Mudaram-se os anos, mas não mudaram-se as vontades
A calamidade vagueia sem rumo
Obscura como o lodo que escorrem nas calçadas
O presente constrói-me, absorta de tudo
Presa a ideais, tentem em vão conquista-los
Aqui jaz um templo perdido
Em ruínas repousa uma biblioteca
Saberes do tempo de luz
A filosofia... A literatura
Entregue ao tempo
Entregue às traças
Do pó veio
Para o pó voltará
Erguem-se arranhas céus, mas não passam de dunas
Entregues ao tempo, nada restará...
Vozes obscuras em nossas cabeças apontam o que fazer
A mídia a ludibriar dia após dia...
Louca multidão a se jogar pelas ruas
Por livre e espontânea vontade seguem para o grande manicômio
O comércio e sua lavagem cerebral
Partem corpos para a dança dos desesperados
Vagam absortos de sua real condição
Desertos tomam conta das ruas desta cidade
Vejo dunas levantarem-se como levantam colossos
O vento sopra, faz e desfaz
Vagueio inerte em minha alucinação
Solução?
Mudaram-se os anos, mas não mudaram-se as vontades
A calamidade vagueia sem rumo
Obscura como o lodo que escorrem nas calçadas
O presente constrói-me, absorta de tudo
Presa a ideais, tentem em vão conquista-los
Aqui jaz um templo perdido
Em ruínas repousa uma biblioteca
Saberes do tempo de luz
A filosofia... A literatura
Entregue ao tempo
Entregue às traças
Do pó veio
Para o pó voltará
Erguem-se arranhas céus, mas não passam de dunas
Entregues ao tempo, nada restará...
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Desertos tomam conta das ruas desta cidade
Vejo dunas levantarem-se como levantam colossos
O vento sopra, faz e desfaz.
Vagueio inerte em minha alucinação
Solução?
Mudaram-se os anos, mas não mudaram-se as vontades
A calamidade vagueia sem rumo
Obscura como o lodo que escorrem nas calçadas
O presente constrói-me, absorta de tudo
Presa a ideais, tentei em vão conquista-los
Erguem-se arranhas céus, mas não passam de dunas
Entregues ao tempo, nada restará...
Vejo dunas levantarem-se como levantam colossos
O vento sopra, faz e desfaz.
Vagueio inerte em minha alucinação
Solução?
Mudaram-se os anos, mas não mudaram-se as vontades
A calamidade vagueia sem rumo
Obscura como o lodo que escorrem nas calçadas
O presente constrói-me, absorta de tudo
Presa a ideais, tentei em vão conquista-los
Erguem-se arranhas céus, mas não passam de dunas
Entregues ao tempo, nada restará...
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Escuto um ronco que insiste em meus tímpanos
Talvez seja a turbulência do transito em quilômetros
Talvez seja a barriga que lamenta o vazio
Escuto um som dissipado no ar rarefeito
Bailando por entre as partituras que invadem as ruas
Ouço a melodia e em vão perambulo ao meu encontro
Vagueio levado pelo obscuro do que não vejo
Mas ouço tocar-me os sentidos, falsa sensação
Sou um prodígio destacado em meio à multidão
Sou a esquizofrenia que deturpa a razão
Olhares fitam-me por entre os leques de estrelas
Apontam-me, destroem-me, cultuam-me
Em minha harpa faço bailar constelações
Em meu clarinete a dança das multidões
Trago comigo o Flautista de Hamelin
Para ludibriai-vos meus caros amigos
Sigam-me além do tempo que adormece
Sigam-me para o horizonte que procuro
Talvez seja a turbulência do transito em quilômetros
Talvez seja a barriga que lamenta o vazio
Escuto um som dissipado no ar rarefeito
Bailando por entre as partituras que invadem as ruas
Ouço a melodia e em vão perambulo ao meu encontro
Vagueio levado pelo obscuro do que não vejo
Mas ouço tocar-me os sentidos, falsa sensação
Sou um prodígio destacado em meio à multidão
Sou a esquizofrenia que deturpa a razão
Olhares fitam-me por entre os leques de estrelas
Apontam-me, destroem-me, cultuam-me
Em minha harpa faço bailar constelações
Em meu clarinete a dança das multidões
Trago comigo o Flautista de Hamelin
Para ludibriai-vos meus caros amigos
Sigam-me além do tempo que adormece
Sigam-me para o horizonte que procuro
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Cai a chuva e com ela minha agonia
É noite, e por ela vagam todos os desesperados
Mergulhado no caos, torpor premeditado
O céu é trevas, amontoado de fumaça
Noite chuvosa, lamento meus desenganos
Na calma da noite cada um recolhe-se ao seu leito
Pensam na vida e a ela dão todos os seus dias
Não para vivê-la, mas para preenchê-la.
A criatividade noturna é obra do silêncio
Corpos se amam, vítimas do tempo
Alucinógenos...
Vejo um menino que estuda,
Vejo um idoso e sua vitrola
Alguém bebe ao relento
Corpos vendem-se nas sombras
Passam cães e com eles a marca da evolução
A história guardada e mostrada apenas no caninos
Vagam sorrateiros a marcar calçadas
Vivem livremente a uivar para a lua
Enquanto eu
Sozinha..
Escrevo curtos versos melancólicos
Sem métrica
Sem sentido
(...)
É noite, e por ela vagam todos os desesperados
Mergulhado no caos, torpor premeditado
O céu é trevas, amontoado de fumaça
Noite chuvosa, lamento meus desenganos
Na calma da noite cada um recolhe-se ao seu leito
Pensam na vida e a ela dão todos os seus dias
Não para vivê-la, mas para preenchê-la.
A criatividade noturna é obra do silêncio
Corpos se amam, vítimas do tempo
Alucinógenos...
Vejo um menino que estuda,
Vejo um idoso e sua vitrola
Alguém bebe ao relento
Corpos vendem-se nas sombras
Passam cães e com eles a marca da evolução
A história guardada e mostrada apenas no caninos
Vagam sorrateiros a marcar calçadas
Vivem livremente a uivar para a lua
Enquanto eu
Sozinha..
Escrevo curtos versos melancólicos
Sem métrica
Sem sentido
(...)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Não me conte seus conceitos ou preceitos, não diga que o futuro é apenas uma metáfora, uma sentinela a nos observar. Nada é novo, apenas uma repetição constante do que um dia já foi. As cores não existem, são ilusões misturadas a física indescritível que nos orienta...
A vida, a eterna brevidade que alcançamos e nunca estamos contentes.
Ela desfila em frente aos nossos olhos, mas moribundos não enxergamos.
Estar vivo nada mais é do que o acaso da fertilidade
As histórias de amor são tão passionais, um conto de amor é apenas uma literatura contida no inconsciente de alguém que não sabemos quem é. Não cabe a ninguém falar de amor, falar do amor sublime da geração romântica ou do amor carnal contido no realismo.
Sou a pedra que parada observa o tempo passar, corre o tempo, morrem os homens e nada muda, apenas acumulo as marcas dos que foram.
A vida, a eterna brevidade que alcançamos e nunca estamos contentes.
Ela desfila em frente aos nossos olhos, mas moribundos não enxergamos.
Estar vivo nada mais é do que o acaso da fertilidade
As histórias de amor são tão passionais, um conto de amor é apenas uma literatura contida no inconsciente de alguém que não sabemos quem é. Não cabe a ninguém falar de amor, falar do amor sublime da geração romântica ou do amor carnal contido no realismo.
Sou a pedra que parada observa o tempo passar, corre o tempo, morrem os homens e nada muda, apenas acumulo as marcas dos que foram.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Quem em nada mais crê e nada mais espera basta ler um poema e o sentir
Na sua falsa condição de mero verso
Na falsa existência de palavras de consolo
Ler um poema não é conhecer gramática ou linguística
É ter em si a pureza para entender
Palavras amontoadas formam um novo mundo
Que nos farão navegar em lágrimas próprias
Na sua falsa condição de mero verso
Na falsa existência de palavras de consolo
Ler um poema não é conhecer gramática ou linguística
É ter em si a pureza para entender
Palavras amontoadas formam um novo mundo
Que nos farão navegar em lágrimas próprias
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Leio versos de um poeta suicida
Leio versos regados a álcool, a ópio
Sigo palavras cuspidas ao acaso
Ou cintiladas na mais perfeita comunhão
Um poeta suicida invadiu meus pensamentos
Tão fugaz, mas insisto em segui-lo
Estes versos cobertos de melancolia
Estas estrofes me levam a brevidade
Todos os poetas possuem algo de suicida
Todas as noites estão ligadas ao declínio
Esta sensação do passageiro, da dualidade
Da eterna marca do não ser
Talvez eu também seja um suicida
E no íntimo dos pensamentos
Procuro a morte noturna
Para livrar-me deste incomodo que é viver sem saber
Sem saber o que ocorre, o que transcorre
Mas ao vir do sol, ao iluminar-me
Nada serei além de humano
Ao encontro da ressurreição matutina
Leio versos regados a álcool, a ópio
Sigo palavras cuspidas ao acaso
Ou cintiladas na mais perfeita comunhão
Um poeta suicida invadiu meus pensamentos
Tão fugaz, mas insisto em segui-lo
Estes versos cobertos de melancolia
Estas estrofes me levam a brevidade
Todos os poetas possuem algo de suicida
Todas as noites estão ligadas ao declínio
Esta sensação do passageiro, da dualidade
Da eterna marca do não ser
Talvez eu também seja um suicida
E no íntimo dos pensamentos
Procuro a morte noturna
Para livrar-me deste incomodo que é viver sem saber
Sem saber o que ocorre, o que transcorre
Mas ao vir do sol, ao iluminar-me
Nada serei além de humano
Ao encontro da ressurreição matutina
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
A eterna marca da vontade do gosto da solidão…
Ter a vida a como uma chaga que sangra e desanda….
Ser o outro dentro de si , amargo e esquecido…
Tão amargo quanto si próprio…
Talvez o limite seja o breve que nunca termina…
Talvez a razão seja o que sobra da loucura…
Assim como o sonho é fantasia….
Ponteiros são flechas que marcam o tempo….
Nuvens passam, impiedosas e contínuas…
Levam o dia, trazem a noite, eterno ciclo..
Ninguém tem razão, nada faz sentido. O único sentido e vivenciar o que há de proveitoso.
Cair no gosto do mundo nada fará além de nos tornar comuns, assim, logo estaremos empilhados no mundo de todos….
São desvaneios e desventuras que nos fazem pensar.
Fechar os olhos nada nos mostrará além do mundo dos sonhos.
A solidão, esta companhia que há muito busquei, hoje parece evitar-me.
O que dizer? Que ela vem, mas parte quando sente que não há espaço para ela… E se nem nós não sentimos é a marca da indiferença.
Giram os astros, às horas, a ciranda, gira nossas cabeças e tudo nos desorienta.
Confusão, loucura, acaso…. Tudo para nos vermos passar, passar como pássaros.
Se nasce sozinho de um ventre molhado, morremos sozinhos perdidos em terra seca…
Mas não ignoramos o intervalo….amar, brigar, querer, sonhar, desistir, reviver…
Ter a vida a como uma chaga que sangra e desanda….
Ser o outro dentro de si , amargo e esquecido…
Tão amargo quanto si próprio…
Talvez o limite seja o breve que nunca termina…
Talvez a razão seja o que sobra da loucura…
Assim como o sonho é fantasia….
Ponteiros são flechas que marcam o tempo….
Nuvens passam, impiedosas e contínuas…
Levam o dia, trazem a noite, eterno ciclo..
Ninguém tem razão, nada faz sentido. O único sentido e vivenciar o que há de proveitoso.
Cair no gosto do mundo nada fará além de nos tornar comuns, assim, logo estaremos empilhados no mundo de todos….
São desvaneios e desventuras que nos fazem pensar.
Fechar os olhos nada nos mostrará além do mundo dos sonhos.
A solidão, esta companhia que há muito busquei, hoje parece evitar-me.
O que dizer? Que ela vem, mas parte quando sente que não há espaço para ela… E se nem nós não sentimos é a marca da indiferença.
Giram os astros, às horas, a ciranda, gira nossas cabeças e tudo nos desorienta.
Confusão, loucura, acaso…. Tudo para nos vermos passar, passar como pássaros.
Se nasce sozinho de um ventre molhado, morremos sozinhos perdidos em terra seca…
Mas não ignoramos o intervalo….amar, brigar, querer, sonhar, desistir, reviver…
Amor, delírio coletivo
Tão falso e assim repito
Amar, amar, amar…
Amar o que vier, seja homem ou mulher
Amar o dia que nasce? Disfarce!
Amar a lua que brilha? Mentira!
(então me transponho às pinceladas de Van Gogh)
Amor, delírio coletivo
Flui de boca em boca, mas a verdade é oca
O que dizer da razão que é pouca?
Medieval ou atual
Habita nos homens como uma fé
Sempre aceitando o que vier
Amor, delírio coletivo
Amor…corpos suados nas esquinas
Não sofro de amor, encontrei a vacina?
Como Menotti “amo os danos do mundo”
Pois percebo o quanto tudo é imundo
Amor, delírio coletivo
Ama-se a carne ao saborear-se na luxúria
Ama-se o novo coberto por injúrias
Ama-se o verbo, na loucura de conjugar
(…)
Tão falso e assim repito
Amar, amar, amar…
Amar o que vier, seja homem ou mulher
Amar o dia que nasce? Disfarce!
Amar a lua que brilha? Mentira!
(então me transponho às pinceladas de Van Gogh)
Amor, delírio coletivo
Flui de boca em boca, mas a verdade é oca
O que dizer da razão que é pouca?
Medieval ou atual
Habita nos homens como uma fé
Sempre aceitando o que vier
Amor, delírio coletivo
Amor…corpos suados nas esquinas
Não sofro de amor, encontrei a vacina?
Como Menotti “amo os danos do mundo”
Pois percebo o quanto tudo é imundo
Amor, delírio coletivo
Ama-se a carne ao saborear-se na luxúria
Ama-se o novo coberto por injúrias
Ama-se o verbo, na loucura de conjugar
(…)
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Paro, um momento, não é raro
Paro estática aos danos do mundo
Levo nas costas a petitência de um corcunda
Não de Notre-dame, mas de meu ser
Estendo as mão e nada tateio além do ar
Nada além de meus frágeis braços a bailar
Nada posso, nada ouço, nada quero
Sinto o cotidiano como um íntimo abominável
Me possui…mas tento repeli-lo
Caminho pelas ruas em passos largos
Não por pressa, mas em fuga da realidade
Esta, circunscrita em lápides esquecidas
Esta, marcada nos olhos vagos que me fitam
Passam corpos a vagar alegremente
Satisfeitos de suas condições subjulgadas
Escravos das feras, alegram-se com o lodo
Real, real..mas vejo que isso ainda é pouco
Gritam como um porco a dormir neste chiqueiro
Talvez meu caminho seja além mar
Utópico em um épico fascinante
Divida Comédia conquistar o inferno de Dante
Mas nada atraveso além da consciência
Que me afoga, me queima, me arruína…
E me deslumbra neste ideal que me fascina
Paro estática aos danos do mundo
Levo nas costas a petitência de um corcunda
Não de Notre-dame, mas de meu ser
Estendo as mão e nada tateio além do ar
Nada além de meus frágeis braços a bailar
Nada posso, nada ouço, nada quero
Sinto o cotidiano como um íntimo abominável
Me possui…mas tento repeli-lo
Caminho pelas ruas em passos largos
Não por pressa, mas em fuga da realidade
Esta, circunscrita em lápides esquecidas
Esta, marcada nos olhos vagos que me fitam
Passam corpos a vagar alegremente
Satisfeitos de suas condições subjulgadas
Escravos das feras, alegram-se com o lodo
Real, real..mas vejo que isso ainda é pouco
Gritam como um porco a dormir neste chiqueiro
Talvez meu caminho seja além mar
Utópico em um épico fascinante
Divida Comédia conquistar o inferno de Dante
Mas nada atraveso além da consciência
Que me afoga, me queima, me arruína…
E me deslumbra neste ideal que me fascina
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