terça-feira, 12 de maio de 2009

A poética que habita minha existência
Hoje não parece estar em momento de colheita
Talvez descanse a espera de outra manhã
Com raios de aurora de luzes furta-cor
Acordaria, assim abrindo os olhos brilhantes
Quando minha poética estiver em tal momento
Poderei entao então te entorpecer com mil palavras
Cáirás então extasiado de mim
Poema, estrofe, verso, rima e palavra
Uma sopa de letras na minha poetica
Concordando meu querer, teu estar em mim
Poética vulnerável e romântica
Que teme a rebeldia dos homens de pedra
Mas já basta te imaginar
Para entrar em euforia completa
Rabiscando com lágrimas o branco papel
Que em pouco momento já é sua concretização
Então a poética se oferece de corpo e alma
Eternamente a ti
Guardo em mim este desejo não oculto
Quando contemplo tua imagem, aurora de meu dia
E me transponho sendo escrava de tua face
Que me sorri por entre a neblina funérea
O sopro do vento traz teu hálito
Murmurando em meu ouvido com tua voz
Meu viver, distraído na tua presença
Que me pega e me leva embora
Abandonando então a tormenta da tua ausência
Meu amado, se todo o meu tempo fosse teu...
Não haveria sonho, pois sono já não teria
Viveriamos então nas linhas de um poema
Repleto de versos melódicos sem métrica
Sendo dois seres contemplando o luar
Ou a aurora que raia um novo dia
Na minha jura de ser tua e te amar
Pedindo um eterno favor a existência
Que fique nesse instante, nessa vida
Se todas as tardes fossem iguais a esta
Sonhos? Nunca mais os teria
Pois realizados estariam em tal momento
No entanto tua presença me desola e me consola
Faz meu coração profano devoto de ti
Teu estar, meu querer
Tua voz , meu único som
Leve-me ao infinito para que eu possa te amar
Onde o amor chega pelo sopro do vento
Mas se quiseres..
Deixe-me aqui , pois meu amor já é teu
Minha criatura que traz-me vida
Quero ser tua, até o instante de morrer
Onde te enlaçarei com meus braços
Sufocando-te com beijos de delírios
Estou no mundo real, trascedental
Aqui o amor não chega pelo vento
Brota como farpa num coração outrora perdido
Que hoje te deseja cruelmente
Quere-te com voraz desejo
Amo-te com singela pureza
De um voraz coração que clama por ti