domingo, 14 de agosto de 2011

Tantas foram as flores em vida
Rosas, girassóis, crisantemos…
Tantas flores, cores e amores
Pinceladas de Van Gogh
Fascinante aurora boreal

Em mocidade, juventude sonhadora
Banham a vida no mar de rosas
Para afogar-se em mil amores
Despertados pelas flores enamoradas

O tempo passa, as flores ficam
Como se embalassem um eterno presente
Tão puras a esconder desvaneios
Purificam a leveza dos véus
Amontoam-se na beleza dos buquês

O tempo passa, as flores ficam
Levam a mocidade, mas permanecem vivas
Girando para o sol os girassóis
Perfeito desabrocham os crisantemos
E o vermelho da rosa a encantar

Vão -se as flores como última homenagem
Ao decorar o sono eterno, vão sobre a cruz
E vejo que por mais colorido o jardim
Hão de murchar…
Para sucumbirem como adornos do tempo

sábado, 13 de agosto de 2011

Serei eu, serás tu, seremos nós, como sempre fomos…
Quem sabe distantes deste mundo, quem sabe próximos de alma, quem sabe descobrir que tudo não passa de uma completa ilusão humana, sentiremos o amor criado pelos homens medíocres e nos veremos também medíocres….
Te conquistarei com melodias alternativas, quem sabe uma grave distorção de guitarra me leve aos teus ouvidos a cada acorde...
Tudo diferente, apenas o nunca imaginado se concretizando de uma forma inesperada...
Tentarei te impressionar com palavras difíceis e verbos atípicos, para fazer com que sinta o gosto das palavras…
Te mostrarei poemas estranhos impregnados de melodramas, paradóxos e simbolismos…
Ainda que fujas, te encontrarei na caverna dos nosos seres e contemplarei a tua imagem distante a divagar…
Ainda que a mormidez do caos invada nossa sóbria vivência, tentaremos ser como um colosso que emerge do mais turbulento mar…
O mar da vida...

domingo, 7 de agosto de 2011

Sob os pés apenas o frio
Sob as cabeças apena o luar
Cintilam solitárias as estrelas
Cintilam solitários os vagalumes
Distantes ou próximos, sempre surgem
Poderei absorver essa luz que me ilumina?
Clarear as idéias, quem sabe um caminho
Quando leio, e tão longo parece ser este momento
Um sopro contido no ar
Envolto em mim, a me chamar
Palavras voam, notas a bailar
Deleito, pois neste instante
Sinto que li um veradeiro poema
Um punhado de areia nas mãos
O vento leva…
A areia na beira da praia
Brincam as crianças…
Cai a areia na ampulheta
Corre o tempo…
Cheguei e trago comigo o trágico
As esperanças que buscam, todas enterrei
Estive no Hades, fui companheira de Judas
Cultuei Baco e perdi-me na luxúria
Trago em minhas mão a poeira das contelações
Para contar o tempo contido na ampulheta
Não tens tempo, eis o que digo
Siga vida a dentro, corra noite afora
(continuar)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sob os pés apenas o frio
Sob as cabeças apena o luar
Cintilam solitárias as estrelas
Cintilam solitários os vagalumes
Distantes ou próximos, sempre surgem
Poderei absorver essa luz que me ilumina?
Clarear as idéias, quem sabe um caminho?
(…)