Não controlo minhas mãos
Elas se contorcem na ira
A vontade inevitável de escrever...
Meus dedos agarram canetas e lápis
São como parasitas ...
Quando calmas, deslizam no papel
branco, pautado, caligráfico
O cheiro quente das palavras confunde
Com o cheiro do café que me desperta
São palavras, versos e estrofes
Cada instante, um instante, meu instante
carícias, lembranças e pensamentos
Poemas encravados no papel
Poemas são chagas em minha vida
E minhas mãos ainda se contorcem
Querem apenas escrever...
"Deixo meus versos aos teus pensamentos/ Não tema, pois neles nunca vou estar..." MD
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Não quero ser apenas a lembrança
A lembrança de meu corpo nu
Em teu leito frio e escuro
Contempla meu semblante de menina
A lembrança de meus risos soltos
Ou dos gritos de prazer como algo novo
Nessa face que tua face toca, sou menina
Nesse corpo que teu corpo enrrosca, sou mulher
Contempla meu semblante de menina
essa que já não vive em mundo de fábulas
Onde as fantasias caíram no esgoto
E a mente pura já tornou-se áspera
Laços de fita foram embora com os sonhos
Peço-te que não seja apenas a lembrança
Se me guarda,não me guarde com carnalidade
E se ainda guarda meu semblante de menina
É porque menina, talvez eu ainda seja...
A lembrança de meu corpo nu
Em teu leito frio e escuro
Contempla meu semblante de menina
A lembrança de meus risos soltos
Ou dos gritos de prazer como algo novo
Nessa face que tua face toca, sou menina
Nesse corpo que teu corpo enrrosca, sou mulher
Contempla meu semblante de menina
essa que já não vive em mundo de fábulas
Onde as fantasias caíram no esgoto
E a mente pura já tornou-se áspera
Laços de fita foram embora com os sonhos
Peço-te que não seja apenas a lembrança
Se me guarda,não me guarde com carnalidade
E se ainda guarda meu semblante de menina
É porque menina, talvez eu ainda seja...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Chamam-me de estranha
Mas por que tal comparação
Nunca mostro minha entranhas
Nem falo de sim e não
Me robotizo no dia sem fim
Cotidiano efêmero e assim
Sento em um canto já penso em um verso
Isso incomoda por ser incerto?
Distancio-me sempre do mundo
Esse completo mundo abominável
Tudo que enxergo é imundo
Ainda querem que eu seja comparável?
Me comunico através de mimicas
Idéia em completo paradoxo
Mil amores tenho no coração
Mas assim como vem, eles vão
Dizem que sou louca?
Da loucura sensata de minha frieza
Em gritos rasgados e a voz rouca
Moldo aves de papel que voam pelo ar
E sempre desperto na hora de acordar
Vejo que tudo não é um sonho
E minha mente fervilha com tantos absurdos
Agora sei, calem a boca!
Morram ou finjam que sou um surdo!!
Mas por que tal comparação
Nunca mostro minha entranhas
Nem falo de sim e não
Me robotizo no dia sem fim
Cotidiano efêmero e assim
Sento em um canto já penso em um verso
Isso incomoda por ser incerto?
Distancio-me sempre do mundo
Esse completo mundo abominável
Tudo que enxergo é imundo
Ainda querem que eu seja comparável?
Me comunico através de mimicas
Idéia em completo paradoxo
Mil amores tenho no coração
Mas assim como vem, eles vão
Dizem que sou louca?
Da loucura sensata de minha frieza
Em gritos rasgados e a voz rouca
Moldo aves de papel que voam pelo ar
E sempre desperto na hora de acordar
Vejo que tudo não é um sonho
E minha mente fervilha com tantos absurdos
Agora sei, calem a boca!
Morram ou finjam que sou um surdo!!
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