Um sentimento de impotência me corre nas veias
Um contínuo fluxo bombea no coração
Tudo é ralo, o mundo parece tão caro
Quanto me custa viver?
Disfarço-me em detritos sem emoção
Corto meu corpo com navalhas sujas
Vivo assim, meu amigo não fuja
Tudo em desarmonia , tudo paradoxal
Um grito ecoa como fatal
A bomba maldita explode no peito
De quem morre e mata sem razão
Sentimento de impotência correndo nas veias
Velhas apodrecidas caminham eternamente
Rostos bondosos e línguas de serpentes
Sussurro no ouvido, sufoco na garganta
Sou um epilético descontrolado
Amontoado pelas ruas como lixo
Tudo desigual, sem rima, sem métrica
Tudo perdido, tudo acabado
"Deixo meus versos aos teus pensamentos/ Não tema, pois neles nunca vou estar..." MD
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Recaptulando o inconsciênte
Me faço prisioneira de mim mesma
Amarrando as mãos em nós cegos
Transportando a imagem tênue
Liberte-me...
Tão vago este leito onde repouso
De um sono fatal que me agonia
No ar a essência de cravos se espalha
Um corpo exposto a sorte
Sorte que já não tenho
Minha solidão é sepulcral
Nenhuma nobre criatura me consola
Nenhum olhar, nenhuma esmola
Me faço prisioneira de mim mesma
Amarrando as mãos em nós cegos
Transportando a imagem tênue
Liberte-me...
Tão vago este leito onde repouso
De um sono fatal que me agonia
No ar a essência de cravos se espalha
Um corpo exposto a sorte
Sorte que já não tenho
Minha solidão é sepulcral
Nenhuma nobre criatura me consola
Nenhum olhar, nenhuma esmola
domingo, 5 de abril de 2009
Meus versos não são erotismo
O amor vive em lugares promíscuos
Amo-te com a razão de um poeta
Amo-te com o instinto de um bicho
Te desejo, te escuto, te vivo
Te quero, te faço, te amasso
Te envolvo, te enlaço
Podes dizer que o amor é alma
Até a alma transbordar de volúpia
E escorrer entre os dedos
Que te tocam a boca
E descem pelo corpo
O amor vive em lugares promíscuos
Amo-te com a razão de um poeta
Amo-te com o instinto de um bicho
Te desejo, te escuto, te vivo
Te quero, te faço, te amasso
Te envolvo, te enlaço
Podes dizer que o amor é alma
Até a alma transbordar de volúpia
E escorrer entre os dedos
Que te tocam a boca
E descem pelo corpo
Quero apenas um segundo
Um segundo para te amar
E após esse segundo
Te implóro apenas mais um
Um segundo para te olhar
E quando este acabar
Ofereça-me mais um
Um segundo para chorar
Quando cessar
Lhe roubarei mais um
Um segundo a te contemplar
E a cada segundo que passar
Sempre esperarei mais um
De segundo em segundo
Te transponho em mim
No medo de te perder
Sem perder nenhum segundo
Um segundo para te amar
E após esse segundo
Te implóro apenas mais um
Um segundo para te olhar
E quando este acabar
Ofereça-me mais um
Um segundo para chorar
Quando cessar
Lhe roubarei mais um
Um segundo a te contemplar
E a cada segundo que passar
Sempre esperarei mais um
De segundo em segundo
Te transponho em mim
No medo de te perder
Sem perder nenhum segundo
Todos os cacos de uma vida quebrada juntei
Juntei cada migalha esquecida no caminho
Cada gota de lágrima atirada ao chão, fiz uma fonte
Em cada desejo perdido, fiz a vida voltar
Por pensar que te esqueci, eu morri
Lamentar o que errei, é viver
Mas te recebo hoje em cada momento
Em cada segundo que tua imagem aparece
Em cada sorriso que brota quando tu surge
Quero-te como nunca pensei querer
Amo-te como nunca pensei amar
Juntei cada migalha esquecida no caminho
Cada gota de lágrima atirada ao chão, fiz uma fonte
Em cada desejo perdido, fiz a vida voltar
Por pensar que te esqueci, eu morri
Lamentar o que errei, é viver
Mas te recebo hoje em cada momento
Em cada segundo que tua imagem aparece
Em cada sorriso que brota quando tu surge
Quero-te como nunca pensei querer
Amo-te como nunca pensei amar
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