sexta-feira, 25 de junho de 2010

Uma casa na escuridão

Uma casa, um lugar para se viver
Uma casa,talvez uma metáfora
Um espaço habitador por corpos e mentes
Transeuntes felinos cochilam nos carpetes surrados
Paredes corroídas, tempo que floresce
Murmúrios entre as sombras das montanhas…
Mas há um dia…
Eles chegam um dia a levar-te
Condenam-te eternamente a prisão do poço
Afundam tua casa na escuridão
Tua solidão é acompanhada por corpos mortos
Quem há não te enxerga, quem te enxerga já não há
E o amor que parecia ter te sobrado
Descansa ao longe em lápide desconhecida
O tempo não foi teu companheiro, te fez viver
Nesta casa na escuridão, hoje vazia
Somente teu corpo aleijado a apodrecer
Solitário lentamente a morrer

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