sexta-feira, 29 de junho de 2012

Aos senhores que perdem um pouco de sua vida lendo minhas postagens fúnebres e melancólicas...Meus poemas para suicídio. Estive lendo os poemas para uma seleção de um concurso que irei participar e me decepcionei comigo mesma... Há graves erros ortográficos, sinto-me uma ridícula... Estarei consertando em breve, porém estou com um problema na postagens, não consigo publicar em formato de versos, tudo está saindo em formato de prosa...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Acesse o link: http://cienciaparaopovo.wordpress.com/

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cai a chuva e com ela minha agonia
É noite, e por ela vagam todos os desesperados
Mergulhado no caos, torpor premeditado
O céu é trevas, amontoado de fumaça
Noite chuvosa, lamento meus desenganos

Na calma da noite cada um recolhe-se ao seu leito, pensam na vida e a ela dão todos os seus dias, não para vivê-la, mas para preenchê-la.

Vejo um menino que estuda,
Vejo um idoso e sua vitrola
Alguém bebe ao relento
Corpos vendem-se nas sombras

Passam cães e com eles a marca da evolução
A história guardada e mostrada apenas no caninos
Vagam sorrateiros a marcar calçadas
Vivem livremente a uivar para a lua
Enquanto eu
Sozinha...
Escrevo curtos versos melancólicos

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Colorido cadáveres engavetados
Jazem fúnebres guardados
Enquanto lá fora, o vento pincela a paisagem
Cobrindo o saudosismo, eterna miragem

Um dia cantaram, voaram
De galho em galho a espalhar o guiso
E no rosto mais triste, fez-se abrir um riso

Neste frio elétrico
Repousam mórbidos em horizontal posição
E onde haviam órgãos, hoje há algodão

Esperanças humanas interrompem a evolução
Correm atrás do que lhes dará prazer
Pois em baixo da terra, ninguém haverá de temer.
Estou doente
Doente em frente aos danos do mundo
Talvez a minha cura seja um processo inverso
Onde a morbidez me fará caminha feliz

Sinto que há algo errado
Tenho a vista muito clara
Sinto um nó na garganta a cada esquina
Sinto um temor do dia que está por vir
E na calada da noite
Meus únicos companheiros escondem-se entre letras
De uma mitologia até hoje não descoberta

Vejo a saúde andar solta pela rua
Em corpos vagantes
Que servem apena para formar sombras
Inertes de sua real condição

Tomarei a pílula da ignorância
Para ajudar a engoli-la, beberei um gole de descaso
Talvez uma dose de sarcasmo também seja válida...
E o cobertor da burrice esconda-me do mundo
Tampando o cheiro da carnificina que evapora das ruas

Talvez esta doença faça algum sentido
Talvez nenhum médico venha a diagnostica-la
Talvez em convenções internacionais
Eu encontre outros enfermos
Mas que de tão rara, talvez nem existam.
Adestramento Humano

É agora, vamos lá animais, tragam seus açoites.
Guias, enforcadores, suas armas pneumáticas...
Neste batalhão vamos juntos pela mesma causa
Venham prisioneiros, eis que convoco-os
“I want you” neste exército das patas
A servidão é extrema
A exploração é suprema
Uivar já não adianta mais
Venham...

Neste mundo a praga é o Homo sapiens
Infestam cidades, países, continentes
Espalham sua doença fatal
A ignorância!

Sobreviveram a evolução com seus cérebros gigantes
Cabeças ocupadas pelo vazio
Moais ambulantes de frente para o sol
Eterno enigma...

Convoco-os animais
Tragam a revolta, o martírio de suas dores
Garras não destroem armas
Mugidos não calam bombas
Em terras devastadas nem voar adianta mais


Descobri a solução
A cura para a febre
Em frente pelo adestramento humano
Ensina-los a sentar
Neste mármore que ferve
A deitar
Na sarjeta coberta de lodo
A correr
Da crueldade das ruas
A dançar
A música do desespero
A fingir de morto
A espera de que seja a melhor saída
(terminar)

A cada hora que passa sopra o vento
Brisa leve que espalha o pó
Jaz nesse pó minha alma doentia
Levada pelo vento há de repousar em algum lugar
Partira para longe de mim...
Hoje sou um corpo rente a terra
Adormeço em um leito que já não reconheço
Olho em volta e a formas se contraem
Alucinação, surrealismo...Idealismo

Sou aquilo que nunca conhecerás
Um templo abandonado entregue a corrosão
Que alguém um dia descobrirá
Um arqueólogo dos sonhos desfrutará de um passado
De meus lamentos criará sua relíquias

Mas o que estes olhos viram serão segredos
Perdido no tempo nada restará
Serei rocha, contemplarei Medusa
Nem Hermes levará minhas mensagens

Presa em um momento no tempo
Já não tenho como fugir
Talvez esta seja minha sorte
Esta amargura, minha única companhia...
A esquizofrenia ronda as ruas
Vozes obscuras em nossas cabeças apontam o que fazer
A mídia a ludibriar dia após dia...
Louca multidão a se jogar pelas ruas
Por livre e espontânea vontade seguem para o grande manicômio
O comércio e sua lavagem cerebral
Partem corpos para a dança dos desesperados
Vagam absortos de sua real condição

Desertos tomam conta das ruas desta cidade
Vejo dunas levantarem-se como levantam colossos
O vento sopra, faz e desfaz
Vagueio inerte em minha alucinação
Solução?
Mudaram-se os anos, mas não mudaram-se as vontades
A calamidade vagueia sem rumo
Obscura como o lodo que escorrem nas calçadas
O presente constrói-me, absorta de tudo
Presa a ideais, tentem em vão conquista-los

Aqui jaz um templo perdido
Em ruínas repousa uma biblioteca
Saberes do tempo de luz
A filosofia... A literatura
Entregue ao tempo
Entregue às traças
Do pó veio
Para o pó voltará

Erguem-se arranhas céus, mas não passam de dunas
Entregues ao tempo, nada restará...