quinta-feira, 1 de julho de 2010

Há um silêncio macabro no ar
Cortando o som do quarto estranho
O ambiente áspero me contrai ao nada
Sonolenta fico aos pesadelos mundanos
Contraindo-me aos lençois que servem de mortalhas
Sangro a melodia dos mortos enfurecidos
Dessas notas mortas que saem do rádio
Apago no instante que não me lembro
Envolvida no que me resta dessa noite
...
(continuar)

Aos olhos com carinho

Verde, a palavras que transborda
Tanto quanto verdes meu querer
Tanto quanto a cor da tua hora
Que na sinestesia de minhas palavras
Envolvo o mundo no tempo de agora

Nas horas de outrora que em ti passei
Casualmente causei o que inda há
O afeto dos tempos estranhos que não tenho
Quero teus versos simples expostos a minha sorte

Nem todos que há veêm, são companheiros
Mas na tua carne se faz presente o que és
O que és do que ainda não foi para mim
Melodiosamente a música rítmica de você