Habito a essência da existência
Negando a dança corrida do viver
Contemplo pedras que parecem morrer
E o tempo é meu único companheiro
Tão absorto de mim...
Absorvo imagens tênues
Elas fogem, mas fixam-se nas retinas
Meu alimento são palavras
Que inevitavelmente regurgito pelo ar
Em mil versos e gritos mudos
Sou um ser sentimental
Capto o som do alaúde pelo vento
São partituras caídas na calçada
Traço linhas sem coordenação
Que rasgam tantas bocas alegres
Nelas suponho meu instante
E só nele, neste instante
Minha loucura parece ter razão
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