Não quero pensar em um ser celeste
Pois nada há no céu além de núvens
Não amarei um deus de pedra no altar
Condenado as vozes da escuridão
Templos de ouro cairão ao abismo
Teus tesouros comidos pelas feras
E suas crianças ao delírio da luxúria
Não amarei o braço preso a esta cruz
Que decora quartos e putas de bordeis
Rosário, esta mãe , falsa descarnada
Todos atiram-me pedras insignificantes
Criticam-me ao passar das horas, mas saibam
Não morrerei em frente ao meu profano
Minha crença é o surreal
Meu deus a própria arte
Contida na literatura arcaíca de filósofos
Caminhos proféticos da própria razão
Profano, profundo, prossigo na mesma ilusão
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