sábado, 30 de outubro de 2010

luzes da cidade

Vejo as luzes a passar pela cidade
Ofuscam, são raios a me flechar
Esta cidade, minhas falsas verdades
Palavras não vão me cegar

Vejo passar, como passam sonhos
Sempre a sumir, como somem desejos
Não basta fingir ser tão risonho
Não quero lembrar

Me vejo a guiar alguém que já não conheço
Nada me importa, o tempo não é meu
Pois tudo passa e eu sempre esqueço
É fácil fingir, ou dizer que morreu
Não vou mais chorar

Eu peço um tempo, uma vida talvez
No clepsidra me banhar, afogar
Vou retornar e viver tudo outra vez
Sempre a me guiar

Nenhum comentário:

Postar um comentário