quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Decifra-me, tempo impreciso
Contenha-me, profundas dúvidas
Neste corpo, trago marcas da vida
Não códigos, números ou hieróglifos
Decifráveis em frente aos mortais
Trago marcas de uma vida
Entre a pele, algo guardado
Passos curtos, hoje não tenho pressa
Na porta, alguém convida-me à lápide
(continuar)
Não me cante nos seus versos
Nem no subscrito de suas entrelinhas
Suas palavras ecoarão pela noite a me procurar
Enquanto eu ,surdamente repousarei
No sono vago de meu leito…
Leve-me na lembrança que guardas de vida
De quando puder dar-te tempos de amor
Enquanto o universo se resumia em dois astros

Hoje seus versos estarão livres
Livre para render-se ao mundo da poesia