sábado, 24 de dezembro de 2011

É belo imaginar...Tão inocente acreditar
Demonstrarei sorrisos e encenarei sentimentos
De súbito acenderei a vela que sangrará em cera derretida
ao iluminar o leito sepulcro em que repouso...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Voces se espantam com o caso da enfermeira que matou o YO? Claro que sim, quem tem ao menos um pouco de coração se revolta com este caso.
Mas digam, por que tanto espanto e comoção nacional por um caso tão comum? Por que de súbito a sociedade resolveu preucupar-se? Por que quem se preocupa todos os segundos de sua vida é ridicularizado? Essas atitudes não são pontuais, são mais comuns que o imaginado, todos os dias animais são espancados até a morte. Saibam que o Pará é um dos campeões em maus-tratos contra animais.
O país agora que resolveu debater que os animais possuem direitos e que são seres que sentem dor e sofrem tanto quanto nós. Espancar um cão revolta, mas por que parece tão comum dar choques e espancar até a morte um boi ou um porco, comum cortar o pescoço de uma galinha, etc. E o fim desse sofrimento é no prato dos seres humanos que os digerem sem nada questionar.
Este caso foi notado por ter tão bem veículado na internet. Agora saiam de suas salas, de seus pcs e vejam a realidade ao redor…
Revoltante?Sim! Então passem 10 min no Centro de Controle de Zoonoses e sintam essa revolta mais de perto ao ver como os animais são tratados como lixos, descartados a todo momento dentro de sacos como fezes para serem sacrificados. Animais doentes, espancados, humilhados e que o único alívio é a morte.
Um escravo levando chicotadas pelo “patrão” é humilhante? Todos os dias animais de tração passam pela mesma humilhação de apanhar e ter que trabalhar até a morte. Cobaias de laboratório usados em experimentos, animais vítimas do tráfico, comércio de pele, circos, o tão sonhado “progresso” que Belo Monte promete vai tirar a vida de milhões de animais da floresta e nada mais que um pequeno grupo de pessoas vão para as ruas lutar contra.
A lei n° 9.605 de Crimes Ambientais existe, mas ela relmente condena? Sem comentários….Então acordem e levem a fundo a boa vontade que as pessoas no fundo guardam, lutem pelos direitos que os animais possuem!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ventos passam como passam águas
Passam horas a levar os dias
Tudo passa...A vida ainda parece tão escassa
E ela passa também...
Pensar é passar infinito no tempo
Idéias e ideais respiram o ar do eterno
Somos carne rente a terra
Somos pó perdidos no espaço
E na partida talvez reste a lembrança do que fomos
um passageiro a preencher o trem da vida
Perdido no caminho, o fim, a despedida

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Controlado por utópicos e utopias
Vi desmoronar mansões e mausoléis
Mundos subterrâneos, jardins suspensos
O mund é vasto e o vazio é imenso

Marionetes vagueiam em busca de vida
Mas ela se foi sem qualquer despedida
Tento escrever um poema torto
Mas sinto meu ser tão longe, absorto…

Queria escrever como os grandes poetas
Cantar um rei, uma musa, a Ilíada
Mas sou fraco
Minha ode é quase um silêncio
Nem um eco ousa repetir meu cantar
Dama das sombras Há uma face pálida a me observar Um rosto morto, antes cálido Não é a musa que um dia sonhei És um anjo a me fazer sonhar? Face silente acompanha-me a fio Noturna sempre a me observar Contemplo teu estar em silêncio noturno Proclamado entre lápides e faces espectrais Traz o sopro de morte em teus lábios Leva o rastro de vida em teus véus

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Amor, enígma ainda não revelado

Amar, carne entregue ao verme da paixão

Paixão voraz, longe da razão

Amar é sonhar o brilho eterno

É ver o eterno morrer no próximo segundo

Ameaçado pelo efêmero humano



Queria ser uma flôr

Imutável a esperar o dia para desabroxar

Queria ser um inseto

Na busca insessante por mantimentos



Mas vejo-me humano na busca eterna por amor

E presa a solidão resta-me apenas alguns versos

Deselegantes, sem rimas e sem métricas

Lembrando tua ausente companhia…
Amor, enígma ainda não revelado
Amar, carne entregue ao verme da paixão
Paixão voraz, longe da razão
Amar é sonhar o brilho eterno
É ver o eterno morrer no próximo segundo
Ameaçado pelo efêmero humano

Queria ser uma flor
Imutável a esperar o dia para desabroxar
Queria ser um inseto
Na busca insessante por mantimentos

Mas vejo-me humano na busca eterna por amor
E presa a solidão resta-me apenas alguns versos
Deselegantes, sem rimas e sem métricas
Lembrando tua ausente companhia…
Eles lá, eu aqui
Eles temem, amam, fuçam na lama
Esperam-te sentados a porta, imploram migalhas
Fiel companheiro, não pedem dinheiro
Teus olhos não os veêm?

Perambulam noite afora
Correm atrás de sombras tão mortas quanto eles
Povoam telhados, frestas e festas
Noturnos, soturnos, gatunos

O balançar da cauda demonstra alegria
Um olhar,único carinho do dia

Eles lá,eu aqui…
Lentamente escrevo versos
Penas e dilemas que não ouso acreditar
Em volta ainda insistem em me apontar

Abandonados em esquinas
Acorrentados, prisioneiros sem amor
Morrem pelas ruas, lixos ambulantes
Esquecidos pelo tão amado “ser humano”
Um ser humano do não ser

A dor é fatídica…

domingo, 14 de agosto de 2011

Tantas foram as flores em vida
Rosas, girassóis, crisantemos…
Tantas flores, cores e amores
Pinceladas de Van Gogh
Fascinante aurora boreal

Em mocidade, juventude sonhadora
Banham a vida no mar de rosas
Para afogar-se em mil amores
Despertados pelas flores enamoradas

O tempo passa, as flores ficam
Como se embalassem um eterno presente
Tão puras a esconder desvaneios
Purificam a leveza dos véus
Amontoam-se na beleza dos buquês

O tempo passa, as flores ficam
Levam a mocidade, mas permanecem vivas
Girando para o sol os girassóis
Perfeito desabrocham os crisantemos
E o vermelho da rosa a encantar

Vão -se as flores como última homenagem
Ao decorar o sono eterno, vão sobre a cruz
E vejo que por mais colorido o jardim
Hão de murchar…
Para sucumbirem como adornos do tempo

sábado, 13 de agosto de 2011

Serei eu, serás tu, seremos nós, como sempre fomos…
Quem sabe distantes deste mundo, quem sabe próximos de alma, quem sabe descobrir que tudo não passa de uma completa ilusão humana, sentiremos o amor criado pelos homens medíocres e nos veremos também medíocres….
Te conquistarei com melodias alternativas, quem sabe uma grave distorção de guitarra me leve aos teus ouvidos a cada acorde...
Tudo diferente, apenas o nunca imaginado se concretizando de uma forma inesperada...
Tentarei te impressionar com palavras difíceis e verbos atípicos, para fazer com que sinta o gosto das palavras…
Te mostrarei poemas estranhos impregnados de melodramas, paradóxos e simbolismos…
Ainda que fujas, te encontrarei na caverna dos nosos seres e contemplarei a tua imagem distante a divagar…
Ainda que a mormidez do caos invada nossa sóbria vivência, tentaremos ser como um colosso que emerge do mais turbulento mar…
O mar da vida...

domingo, 7 de agosto de 2011

Sob os pés apenas o frio
Sob as cabeças apena o luar
Cintilam solitárias as estrelas
Cintilam solitários os vagalumes
Distantes ou próximos, sempre surgem
Poderei absorver essa luz que me ilumina?
Clarear as idéias, quem sabe um caminho
Quando leio, e tão longo parece ser este momento
Um sopro contido no ar
Envolto em mim, a me chamar
Palavras voam, notas a bailar
Deleito, pois neste instante
Sinto que li um veradeiro poema
Um punhado de areia nas mãos
O vento leva…
A areia na beira da praia
Brincam as crianças…
Cai a areia na ampulheta
Corre o tempo…
Cheguei e trago comigo o trágico
As esperanças que buscam, todas enterrei
Estive no Hades, fui companheira de Judas
Cultuei Baco e perdi-me na luxúria
Trago em minhas mão a poeira das contelações
Para contar o tempo contido na ampulheta
Não tens tempo, eis o que digo
Siga vida a dentro, corra noite afora
(continuar)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sob os pés apenas o frio
Sob as cabeças apena o luar
Cintilam solitárias as estrelas
Cintilam solitários os vagalumes
Distantes ou próximos, sempre surgem
Poderei absorver essa luz que me ilumina?
Clarear as idéias, quem sabe um caminho?
(…)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tantas foram as noitesque passei acompanhada
Delirei em gozos de leituras
Molhei meus dedos para virar uma nova página
Horas a pensar…
Fórmulas e diagramas me tomaram para si
Me perdi nesta ilusão, sabedoria enganadora
Cobri estes versos com gotas de sangue
Transcrevi o presente, ausente na memória
Bebo gotas de suor que escorrem pelas linhas
Linhas do tempo marcadas em minhas mãos
Marquei sem pudor a estrofe mais simplória
E declamei inconsciente esta melodia

Peço que não limpem minhas gotas de sangue
Que já se espalharam a tomar conta de mim
Pois só assim, apenas assim posso criar um novo dia
A música enebria
A música fuzila
O som acalma
O som acorda
A música,o acorde
A música, a melodia
O som traz o dia
O som, sem gravidade
A música, a realidade
Sensações invadem-me e a dimensão é estranha
Essas sensações levam-me, devoram-me…
Bebo o cálice da eternidade, falsa vida
Para embriagar-me em overdoses de sensações
Elas, estranhas, percorrem pelas entranhas
Tenho sensações e envolvida estou a elas
Não transpareçoo meu sentir para afins
Não derramo lágrimas, mas sofro
Essas sensações...
Tomam-me pela alma na fragilidade
Vivo neste mundo e ele vive o meu sentir

Acreditar nas sensações é desmoronar
E desmoronar é a essência de tudo
Na margem de um rio, em algum lugar
Dois corpos amavam-se sem saber
Em castelos de areia viviam suas fantasias
Dois corpos distantes, bastava o querer
Banhavam-se nas orlas ao longo das horas
E nessas horas o rio corria…
Dois corpos distantes, talvez nem existissem
Formavam-se como expectros solitários
Materializados no mais íntimo da noite
Não sabiam se amavam…
Não sabiam se existiam…

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um corpo em forma de arte
Face abstrata na moldura gélida
No frio do mármore um sorriso eterno
Indiferente ao amor, pura tempestade
De obra orientada sem começo e fim
Habitas no silêncio, solidão preservada
Exposta em horas e olhares que o tempo não vê
Entre afrescos em Arte Nouveau
Observo-te em altar banhado a ouro
Puro valor que a ti não vale nada
Um olhar vago sem pupilas, castidade eterna
És a mais bela que nunca existiu
Terias o sobrenome Claudel?
Serias Monalisa, Pietá ou Vênus de Milo?
Viveu gerações, conquistou Narciso?
Moldou versos na boca de trovadores?
No frio do mármore um sorriso eterno
Banhando a eternidade com seu enígma

sábado, 14 de maio de 2011

Me disfarço em ensaios de cópulas perdidas
Desfaço a imagem tênua que me segue
Por maldizeres neste corpo de aluguel
Remonto momentos, imaginados, de pura luxúria
E em desvaneios sigo noite afora…
Tome-me como um par noturno
Que de tão soturno meus passos se perderam
Tragam-me os escritos
Aqueles mais puros e indescritos
Mostrem-me os versos do poeta vagabundo
Aqueles versos, pobres versos…
Atirados em lenços sob um como de bar
Doce dama a bailar pela noite
Envolta em rendas e puro cetim
E para ti que escrevo minha amada
Um trovador que se oferece a ti

Em salões e catedrais espalho minhas preces
Ao seguir os rastros invisíveis de teus véus
O que fazer se a mim esquece?
Em súplicas levando as mãos aos céus


Não és a Dama das Camélias
Tampouco a dama dos cristais
És aquela que o meu peito clama
Sempre a perguntar: aonde vais?
Sirvo-te esta taça, um cálice partido
Ofereço-te meu sangue, este martírio
No limiar do irreal transcedo ao limite
Um fim desconhecido…
Tome-me pelas mãos breve companheira
Leve-me como quem leva a agonia
Quero um rio, um rio para banhar-me
Lavar o fim, o pouco que me sobra
Mas se a ti, criatura, nada adianta
Subirei os montes que me cercam
E repousarei mais uma vez em sono eterno

quarta-feira, 30 de março de 2011

Guardo em minhas mãos rastros castos de teus dedos
Em meu peito o brilho do fogo que não cessa
Reconstruo tua face a golpes de lembranças
De um momento eterno em que busquei mudanças
Vieste, e contigo a promessa do horizonte
Para onde estendo minhas mãos, inutilmente

És toda poesia que nenhum verso há de moldar
Navios zarparam de meus sonhos
A bordo levaram minhas fantasias
Em vagões guardaram meus amores
Lonje estou, permaneço
Hoje vivo como um naufrágo
Na ilha remota de meu ser

sexta-feira, 4 de março de 2011

No longo verde que me envolve
Escrevo meus versos em folhas
Em silêncio, solidão, monotonia
Penduro mil palavras pelas trilhas
Folhas caem, meus versos vão juntos
Sol, cor, vida e vento
Construo um mundo de elementos
Em solo morto a vida floresce
Sob minha cabeça o sol resplandece
No canto, meu canto de instante
Em melódico prazer, um sopro no ar
Deleito no som, canto palavras
Escrevo meus versos em folhas
Não direi que tua imagem se desfez no horizonte
Nem que busquei em vão pela miragem
Miragem, que fazes tu?
Atormenta-me, tão longe, horizonte findo
Sigo a tua busca, eterna fugitiva
Apanhando-me na ilusão do existir
Eis que sempre vou, te sigo
Na falta de tua serena imagem
Miragem…
Aportam-me sonhos que não tive
Te busco para meus braços castos
Miragem, que no fim tudo apaga
Resta-me apenas o nada
De um paraíso na eterna distância
Venho nesta noite iluminada (de pensamentos)
Escrever-te frases tão soltas
Que de amontoadas, digo-lhe: são meus versos!
Que a estrofe cristalinas me leve a ti
Ou que letras voem pelo seu quarto
E caídas ao chão, sigam em verbo
Nasce o rebento sol do meio dia
Talvez o primogênito de todos os astros
Talvez luz exposta a nossa sorte
Em fogo nasce, brilha, luz e queima
E nas horas seguidas me banha em calor
Põe-se o sol, rebento a deixar-me
Tão alvo em seu louvor a adormecer
Em traços de luz no longo horizonte
Sumindo, como se não mais viesse
A folha fria pendura no ar
Vida livre, borboleta despencada
Segue ao solo, mar de morte reciclada
Contraste, um brilho difuso de esmeralda
Um breve sopro no ar
Retiro meus versos do vento
Sussurram aos meus ouvidos
Insistentes a me contar segredos
Calmos como a chuva da brisa
Ou traiçoeiros em frente as tempestades
Em suspiro, aspiro versos ao vento
Guardo em minhas mãos rastros castos de teus dedos
Em meu peito o brilho do fogo que não cessa
Reconstruo tua face a golpes de lembranças
De um momento eterno em que busquei mudanças
Vieste, e contigo a promessa do horizonte
Para onde estendo minhas mãos, inutilmente

És toda poesia que nenhum verso há de moldar