Eles lá, eu aqui
Eles temem, amam, fuçam na lama
Esperam-te sentados a porta, imploram migalhas
Fiel companheiro, não pedem dinheiro
Teus olhos não os veêm?
Perambulam noite afora
Correm atrás de sombras tão mortas quanto eles
Povoam telhados, frestas e festas
Noturnos, soturnos, gatunos
O balançar da cauda demonstra alegria
Um olhar,único carinho do dia
Eles lá,eu aqui…
Lentamente escrevo versos
Penas e dilemas que não ouso acreditar
Em volta ainda insistem em me apontar
Abandonados em esquinas
Acorrentados, prisioneiros sem amor
Morrem pelas ruas, lixos ambulantes
Esquecidos pelo tão amado “ser humano”
Um ser humano do não ser
A dor é fatídica…
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