Sirvo-te esta taça, um cálice partido
Ofereço-te meu sangue, este martírio
No limiar do irreal transcedo ao limite
Um fim desconhecido…
Tome-me pelas mãos breve companheira
Leve-me como quem leva a agonia
Quero um rio, um rio para banhar-me
Lavar o fim, o pouco que me sobra
Mas se a ti, criatura, nada adianta
Subirei os montes que me cercam
E repousarei mais uma vez em sono eterno
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