quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um corpo em forma de arte
Face abstrata na moldura gélida
No frio do mármore um sorriso eterno
Indiferente ao amor, pura tempestade
De obra orientada sem começo e fim
Habitas no silêncio, solidão preservada
Exposta em horas e olhares que o tempo não vê
Entre afrescos em Arte Nouveau
Observo-te em altar banhado a ouro
Puro valor que a ti não vale nada
Um olhar vago sem pupilas, castidade eterna
És a mais bela que nunca existiu
Terias o sobrenome Claudel?
Serias Monalisa, Pietá ou Vênus de Milo?
Viveu gerações, conquistou Narciso?
Moldou versos na boca de trovadores?
No frio do mármore um sorriso eterno
Banhando a eternidade com seu enígma

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