Leio versos de um poeta suicida
Leio versos regados a álcool, a ópio
Sigo palavras cuspidas ao acaso
Ou cintiladas na mais perfeita comunhão
Um poeta suicida invadiu meus pensamentos
Tão fugaz, mas insisto em segui-lo
Estes versos cobertos de melancolia
Estas estrofes me levam a brevidade
Todos os poetas possuem algo de suicida
Todas as noites estão ligadas ao declínio
Esta sensação do passageiro, da dualidade
Da eterna marca do não ser
Talvez eu também seja um suicida
E no íntimo dos pensamentos
Procuro a morte noturna
Para livrar-me deste incomodo que é viver sem saber
Sem saber o que ocorre, o que transcorre
Mas ao vir do sol, ao iluminar-me
Nada serei além de humano
Ao encontro da ressurreição matutina
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