Amor, delírio coletivo
Tão falso e assim repito
Amar, amar, amar…
Amar o que vier, seja homem ou mulher
Amar o dia que nasce? Disfarce!
Amar a lua que brilha? Mentira!
(então me transponho às pinceladas de Van Gogh)
Amor, delírio coletivo
Flui de boca em boca, mas a verdade é oca
O que dizer da razão que é pouca?
Medieval ou atual
Habita nos homens como uma fé
Sempre aceitando o que vier
Amor, delírio coletivo
Amor…corpos suados nas esquinas
Não sofro de amor, encontrei a vacina?
Como Menotti “amo os danos do mundo”
Pois percebo o quanto tudo é imundo
Amor, delírio coletivo
Ama-se a carne ao saborear-se na luxúria
Ama-se o novo coberto por injúrias
Ama-se o verbo, na loucura de conjugar
(…)
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