quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A eterna marca da vontade do gosto da solidão…
Ter a vida a como uma chaga que sangra e desanda….
Ser o outro dentro de si , amargo e esquecido…
Tão amargo quanto si próprio…

Talvez o limite seja o breve que nunca termina…
Talvez a razão seja o que sobra da loucura…
Assim como o sonho é fantasia….

Ponteiros são flechas que marcam o tempo….
Nuvens passam, impiedosas e contínuas…
Levam o dia, trazem a noite, eterno ciclo..



Ninguém tem razão, nada faz sentido. O único sentido e vivenciar o que há de proveitoso.
Cair no gosto do mundo nada fará além de nos tornar comuns, assim, logo estaremos empilhados no mundo de todos….
São desvaneios e desventuras que nos fazem pensar.
Fechar os olhos nada nos mostrará além do mundo dos sonhos.
A solidão, esta companhia que há muito busquei, hoje parece evitar-me.
O que dizer? Que ela vem, mas parte quando sente que não há espaço para ela… E se nem nós não sentimos é a marca da indiferença.
Giram os astros, às horas, a ciranda, gira nossas cabeças e tudo nos desorienta.
Confusão, loucura, acaso…. Tudo para nos vermos passar, passar como pássaros.

Se nasce sozinho de um ventre molhado, morremos sozinhos perdidos em terra seca…
Mas não ignoramos o intervalo….amar, brigar, querer, sonhar, desistir, reviver…

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