Estou doente
Doente em frente aos danos do mundo
Talvez a minha cura seja um processo inverso
Onde a morbidez me fará caminha feliz
Sinto que há algo errado
Tenho a vista muito clara
Sinto um nó na garganta a cada esquina
Sinto um temor do dia que está por vir
E na calada da noite
Meus únicos companheiros escondem-se entre letras
De uma mitologia até hoje não descoberta
Vejo a saúde andar solta pela rua
Em corpos vagantes
Que servem apena para formar sombras
Inertes de sua real condição
Tomarei a pílula da ignorância
Para ajudar a engoli-la, beberei um gole de descaso
Talvez uma dose de sarcasmo também seja válida...
E o cobertor da burrice esconda-me do mundo
Tampando o cheiro da carnificina que evapora das ruas
Talvez esta doença faça algum sentido
Talvez nenhum médico venha a diagnostica-la
Talvez em convenções internacionais
Eu encontre outros enfermos
Mas que de tão rara, talvez nem existam.
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