sexta-feira, 6 de abril de 2012

Escuto um ronco que insiste em meus tímpanos
Talvez seja a turbulência do transito em quilômetros
Talvez seja a barriga que lamenta o vazio
Escuto um som dissipado no ar rarefeito
Bailando por entre as partituras que invadem as ruas

Ouço a melodia e em vão perambulo ao meu encontro
Vagueio levado pelo obscuro do que não vejo
Mas ouço tocar-me os sentidos, falsa sensação
Sou um prodígio destacado em meio à multidão
Sou a esquizofrenia que deturpa a razão

Olhares fitam-me por entre os leques de estrelas
Apontam-me, destroem-me, cultuam-me
Em minha harpa faço bailar constelações
Em meu clarinete a dança das multidões

Trago comigo o Flautista de Hamelin
Para ludibriai-vos meus caros amigos
Sigam-me além do tempo que adormece
Sigam-me para o horizonte que procuro

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