segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sincronizo a dança com passos errados
Não rebolo com a música descompassada
Ouço apenas a vitrola surda do vento
Doce alaúde...
Meus passos são todos psicodélicos
Formam alucinações no horizonte
Procuro não cair
Ainda que meus ossos sejam corroídos
Dou um giro, vôo em um salto
Um rodopio em um compasso
Dou uma pirueta até a lua
Fantasias coloridas invisíveis
São tecidas com a fibra da mente
Nesse espetáculo não há expectadores
Apenas eu, um louco rodopiando
Meu palco é um poço fundo
Iluminado por estrelas cegas
Que me aplaudem no silêncio

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