segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A rima desanda
Os versos são cupidos
Nada mais faz sentido...
Gritos ecoam no silêncio
São vozes mudas a chamar
Pés descalços e feridos a correr
A poeira cinza invade o ar
Nada mais faz sentido...
Palavras são vomitadas ao vento
O coração já não bate
O suor secou no rosto trêmulo
A chuva cai e me corta como navalha
Choro quente vindo dos céus
Nada mais faz sentido...
As lágrimas ainda resistem
Pedem clemência ao céu vermelho
O pranto... única solução
Porque agora nada mais faz sentido...

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