Um sentimento de impotência me corre nas veias
Um contínuo fluxo bombea no coração
Tudo é ralo, o mundo parece tão caro
Quanto me custa viver?
Disfarço-me em detritos sem emoção
Corto meu corpo com navalhas sujas
Vivo assim, meu amigo não fuja
Tudo em desarmonia , tudo paradoxal
Um grito ecoa como fatal
A bomba maldita explode no peito
De quem morre e mata sem razão
Sentimento de impotência correndo nas veias
Velhas apodrecidas caminham eternamente
Rostos bondosos e línguas de serpentes
Sussurro no ouvido, sufoco na garganta
Sou um epilético descontrolado
Amontoado pelas ruas como lixo
Tudo desigual, sem rima, sem métrica
Tudo perdido, tudo acabado
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