quarta-feira, 8 de maio de 2013

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Compenetrada no limiar do tempo, vejo imagens volúveis que se formam no horizonte... Não tenho como distinguir, são transfigurações de um passado guardado ou de um futuro desejado, vejo somente as imagens ofuscadas bailarem na melodia do silêncio.
Meus desejos passam e perpassam no passar das horas, alguns vão e outros ficam, alguns se realizam e outros se perdem.

Acordo em um fulgor, a garganta fechada e o suor espalhado no rosto... Foi tudo um sonho, um sonho medonho, onde eu fui fera e presa ao mesmo tempo, dois corações feridos com uma faca bifurcada sangram sem coagulação.

Vagueio pelas ruas sob o céu estrelado, nas calçadas vejo restos de quem não conheço, passos que passaram e que agora são encobertos pelos meus... Vejo a vida ser tão breve a ponto de ser significante, minha existência um eterno oi e adeus. Na escuridão há silencio, medo e intimidades... a noite é a melhor amiga da reflexão.

Sigo em um itinerário desconhecido, cada rumo novo em um passo que se forma em um compasso, talvez eu ande em círculos, talvez eu caia em um abismo, talvez em uma linha reta eu encontre o infinito variável desta verdade que julgo ser a minha realidade.
Murmuram vozes em meus ouvidos e transcrevo mensagens psicografadas em uma folha de papel.

"Presa em um momento no tempo
Já não tenho como fugir
Talvez esta seja minha sorte
Esta amargura, minha única companhia..."
(MD)

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