segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Não controlo minhas mãos
Elas se contorcem na ira
A vontade inevitável de escrever...
Meus dedos agarram canetas e lápis
São como parasitas ...
Quando calmas, deslizam no papel
branco, pautado, caligráfico
O cheiro quente das palavras confunde
Com o cheiro do café que me desperta
São palavras, versos e estrofes
Cada instante, um instante, meu instante
carícias, lembranças e pensamentos
Poemas encravados no papel
Poemas são chagas em minha vida
E minhas mãos ainda se contorcem
Querem apenas escrever...

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